Biologia em pauta

Queda de balões pode causar danos incalculáveis ao meio ambiente

11 de junho de 2019 - Durante o mês de junho, o risco de incêndios provocados por balões aumenta consideravelmente. Estima-se até 30% a mais de casos nessa época do ano, por conta dos festejos juninos, mesmo a prática sendo proibida. “São inúmeros os danos que a queda de um balão pode provocar. De incêndios de grandes proporções em áreas urbanas a queimadas em áreas verdes de difícil combate, o fogo acaba provocando prejuízos incalculáveis às pessoas e também ao meio ambiente”, diz o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).


De acordo com o Biólogo, as queimadas destroem a fauna e a flora nativas, causam empobrecimento do solo e reduzem a penetração de água no subsolo, entre outros danos ao meio ambiente. “Além da destruição que o incêndio provoca de imediato, o local atingido pelo fogo acaba sofrendo com outras sérias consequências. O desaparecimento de determinadas espécies, animal ou vegetal, pode acabar desencadeando outros problemas, ameaçando seriamente a nossa biodiversidade”, alerta Puorto.


Proibida desde 1998, a prática de soltar balões é considerada crime ambiental, com pena de até três anos de detenção e pagamento de multa. “No entanto, só a lei não inibe a ação dos baloeiros. Por isso, é importante maior rigor no combate à prática, principalmente por meio de denúncias, até mesmo em casos apenas de suspeita”, defende o Biólogo. As denúncias podem ser feitas anonimamente ao Corpo de Bombeiros, às prefeituras, às secretarias estaduais do Meio Ambiente e também ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).


Em 2017, de acordo com dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos), o Estado de São Paulo registrou 359 notificações sobre quedas de balões, mais da metade dos incidentes do tipo em todo o país – que teve um total de 678 casos. E o mês de junho foi justamente o de maior ocorrências, com 87 casos registrados.


Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada, Assessoria de Imprensa do CRBio-01

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