Biologia em pauta

Copa e festas juninas aumentam riscos de acidentes com balões

20 de junho de 2018 - De incêndios de grandes proporções em áreas urbanas a queimadas em áreas verdes de difícil combate, a soltura de balões também pode provocar tragédias no setor aéreo do país. Com o início da Copa do Mundo, e também dos festejos juninos, a prática ganha ainda mais força durante o mês, apesar de ilegal. Proibida desde 1998, ela é considerada crime ambiental, com pena de até três anos de detenção e pagamento de multa.


Para Shailon Ian, engenheiro aeronáutico formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e presidente da Vinci Aeronáutica, os céus do país estão cada vez mais perigosos para o transporte aéreo. “Além da possibilidade de interromper o tráfego aéreo em um aeroporto, causando adiamento de pousos e decolagens, balões de menor porte podem não ser detectados por radares e aumentar ainda mais os riscos de colisão com aeronaves”, avisa o especialista.


Levantamento do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes) registrou em 2017 um aumento de 33% no número de alertas sobre balões nos seis primeiros meses do ano em comparação com igual período de 2016. “A imprudência de algumas pessoas pode provocar tragédias no setor aéreo do país”, diz Shailon. Isso fez também com que a Federação Internacional de Pilotos Comerciais classificasse o espaço aéreo brasileiro como “criticamente deficiente”.


Sob o ponto de vista ambiental, o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 - Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), diz que as queimadas destroem a fauna e a flora nativas, causando o empobrecimento do solo e reduzindo a penetração de água no subsolo, entre outros danos ao meio ambiente. “Além da destruição imediata, o local atingido pelo fogo sofre com outras sérias consequências. O desaparecimento de determinadas espécies, animal ou vegetal, acaba desencadeando outros problemas e ameaça seriamente a nossa biodiversidade”, alerta Puorto.


“No entanto, só a lei não inibe a ação dos baloeiros. Por isso, é importante maior rigor no combate à prática, principalmente por meio de denúncias, até mesmo em casos apenas de suspeita”, conclui o Biólogo.



Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada, Assessoria de Imprensa do CRBio-01

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