Biologia em pauta

Governo federal promete Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar

16 de novembro de 2017 - O Ministério do Meio Ambiente realizou na primeira semana de novembro um seminário para discutir meios de combater o descarte de lixo no mar. Durante os três dias do evento (6, 7 e 8), diversos especialistas ligados ao tema e ambientalistas debateram formas de conter a poluição das águas e reduzir os impactos ambientais provocados por essa ação. O seminário foi o primeiro passo do processo de elaboração do Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar que o governo federal está preparando – um compromisso assumido durante a Conferência dos Oceanos, realizada em Nova Iorque em junho deste ano.


Embora seja enorme a variedade de material de lixo encontrada nos oceanos, o plástico é sem dúvida o principal vilão contra a vida marinha. Por ano, estima-se que 8 milhões de toneladas de plástico são despejados no mar em todo o mundo. “Considerando que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, estamos causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não pararmos já com isso, vamos liquidar de vez com a vida marinha”, diz o Biólogo João Alberto Paschoa dos Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS).


Uma pesquisa publicada há dois anos na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences apontou que até 2050, se a poluição não diminuir, 99% das aves marinhas terão pedaços de plástico no organismo. E que, na época da publicação da pesquisa, 90% já eram vítimas dessa poluição ao meio ambiente. A tartaruga marinha é outra vítima frequente do plástico. “Muitas morrem por se alimentar desse material. Pensam que é água-viva, o seu alimento natural. Entre algumas espécies, como a tartaruga verde, por exemplo, a probabilidade de ingestão de plástico nos últimos 25 anos quase dobrou”, explica o Biólogo.


Durante sua participação no seminário, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, chamou a atenção da necessidade do engajamento da sociedade civil e da iniciativa nesse processo, e ressaltou que a questão do lixo no mar será tratada como prioridade pela pasta. “É o que realmente esperamos e o que realmente se faz urgente. Nosso país representa uma das maiores zonas costeiras em escala mundial, com mais de 8 mil quilômetros de faixa litorânea, onde fomos contemplados com um bioma riquíssimo. Nossos mares não podem mais sofrer os efeitos e os impactos ambientais dessa prática irresponsável”, conclui o membro do CRBio-01.



Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada, Assessoria de Imprensa do CRBio-01

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